CRIF


Cartas de Risco de Incêndio Florestal
Nova CRIF2011 - versão provisória


As cartas de Risco de Incêndio Florestal têm por objectivo apoiar o planeamento de medidas de prevenção aos fogos florestais, assim como a optimização dos recursos e infra-estruturas disponíveis para a defesa e combate aos fogos florestais. As cartas são produzidas recorrendo a um modelo de variáveis fisiográficas que podem explicar de forma mais relevante a variabilidade espacial do risco de incêndio florestal. É um trabalho realizado em parceria com a ANPC e a DGRF, que fazem parte do comité de acompanhamento. Temos também a colaboração do IGEOE e do INE na cedência de alguns dados utilizados


Metodologia Utilizada


A geração da cartografia de risco de incêndio executada, baseou-se essencialmente na metodologia de análise multi-critério sujerida por Almeida et al. (1995) e por Chuvieco et al. , (1989), entre outros; De um modo resumido os passos necessários para a realização das CRIF envolveu os seguintes passos:

Escolha dos critérios representativos para o fenómeno do risco de incêndio

Hierarquização dos critérios e ponderação

Geração dos critérios

Agregação final: Adição linear dos critérios ponderados

Alterações em relação à metodologia utilizada anteriormente (2004): foi retirada o critério Visibilidades e aumentado ligeiramente o peso dos critérios Densidade demográfica e Rede viária. No critério Rede viária foi incluido a rede ferroviária e as linhas de alta/média tensão.


Critérios e Ponderações Utilizados



Tabela Metodologia CRIF


Ocupação do solo


A cartografia de ocupação do solo utilizada na elaboração da CRIF2011 foi a nova COS2007 do IGP - Carta de Uso e Ocupação do Solo de Portugal Continental para 2007. A COS2007 foi actualizada nas áreas ardidas posteriores a 2007, inclusive, utilizando para esse efeito a série de áreas ardidas de 2007, 2008, 2009 e 2010 (versão provisória) da AFN.

A atribuição do grau de risco a cada tipo de ocupação foi feita, por um lado, tendo em conta os diferentes graus de inflamabilidade e combustibilidade de cada espécie e, por outro, a análise estatistica das áreas ardidas de 1990 a 2006 por tipo de ocupação de solo.
Tentou-se manter no essencial a classificação de graus de risco de incêndio por tipo de ocupação de solo utilizada nas CRIF anteriormente produzidas com base na COS90 (Carta de Ocupação do Solo de Portugal Continental para 1990), tendo-se para isso efectuado uma matriz de equivalências entre os códigos de ocupação do solo da COS90 e os códigos da nova cartografia utilizada - COS2007.

Para obter uma informação mais detalhada sobre a metodologia utilizada, por favor consulte os relatórios.

Validação da CRIF 2010 (produzida com a nova COS 2007 do IGP)



Passada a época de fogos, pretendeu-se avaliar a CRIF produzida no inicio de 2010 com os dados dos incêndios ocorridos durante o Verão desse mesmo ano. Para tal, efectuou-se o cruzamento das áreas ardidas em 2010 (AFN - áreas ardidas superiores a 20 ha - versão provisória) com a Carta de Risco de Incêndio Florestal. Os resultados obtidos são bastante interessantes: 87% das áreas ardidas estão dentro de áreas indicadas na Carta de Risco de Incêndio Florestal como áreas de Risco de Incêndio Elevado ou Risco de Incêndio Muito Elevado. Se forem incluídas também as áreas de Risco Moderado este valor sobe para 94%.



Validação CRIF 2010



Validação CRIF 2010

Os poligonos (linhas pretas) correspondem às áreas ardidas 2010 (AFN)




Validação CRIF 2010



A versão da CRIF 2010 avaliada foi produzida já com a ultima versão da COS 2007 do IGP e ainda sem qualquer actualização nas áreas ardidas posteriores a 2007, para evitar possíveis interferências com a avaliação que se pretendeu efectuar.



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