1.4 - Publicação de Dados na Internet


Em Maio de 1999 foram criadas um conjunto de páginas em linguagem HTML com o objectivo de fornecer ao público em geral um meio de consulta das ocorrências activas, via internet. Deste modo, qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, desde que ligado à internet, pode aceder ao panorama nacional, em matéria de ocorrências registadas pela Protecção Civil. As ocorrências podem ser vistas através das páginas da RISE (Rede de Informação de Situações de Emergência) do Grupo CRIF (http://scrif.cnig.pt), ou através do endereço directo http://www.snpc.pt/asp/snpcmapa.asp (mapa de ocorrências), ou http://www.snpc.pt/asp/snpclista.asp (lista de ocorrências).

1.4.1- Estrutura do serviço

Por motivos de ordem estratégica, a rede informática da Protecção Civil está isolada da rede exterior, através de uma firewall. O primeiro problema que este esquema levanta é o facto de os dados das ocorrências não estarem directamente acessíveis ao servidor internet, não permitindo a consulta dos

Fig. 8 Visulaização das Ocorrências na Internet
 
 

dados, através do exterior. Deste modo, foi necessário criar um esquema de sincronização de dados, onde a informação das ocorrências é periodicamente actualizada para uma segunda base de dados, acessível através do exterior. Para realizar esta tarefa, foi criado um programa chamado Snooper, cuja função é manter a integridade e a actualização dos dados para a consulta via internet. A periodicidade desta actualização é programável, estando neste momento os dados a serem actualizados de 10 em 10 minutos.

1.4.2- Dados disponíveis

Os dados das ocorrências activas estão disponíveis em dois formatos: uma lista de ocorrências, compatível com todos os browsers, e um mapa de ocorrências, compatível apenas com browsers da geração 4 ou superior. Nas figuras 8 e 9 poderão ser vistas as duas páginas disponíveis na internet, com as respectivas ocorrências assinaladas. Escolhendo uma dada ocorrência, acede-se a parte da informação contida na base de dados central.

Fig. 9 Visulaização das Ocorrências na Internet
 
 
 
 

Visto cada ocorrência ser geo-referenciada, é possível cruzar os dados dessa ocorrência com outros dados, nomeadamente a fotografia aérea da zona, os pontos de água mais próximos, pistas e helipistas, postos de vigia, mapas temáticos, etc. As figuras ilustram respectivamente a informação disponível de uma dada ocorrência, e o cruzamento dessa ocorrência com a fotografia aérea de alta resolução (orto-foto) do local.

1.4.3- Estatísticas de Acesso

Juntamente com as páginas das ocorrências activas, foi colocado um contador de acessos, para melhor poder avaliar a real utilização deste serviço. A recolha foi realizada entre Maio e Dezembro de 1999, num total de mais de 6500 acessos.

Fig. 10 Estatistica de Consulta de informação na Internet

Paralelamente, dezenas de sites relacionados com bombeiros, emergências e fogos florestais colocaram links nas suas páginas, para as páginas das ocorrências activas, evidenciando assim a utilidade deste serviço.

1.4.4- Exportação de dados

O programa responsável pela sincronização de dados (programa Snooper) está preparado para comprimir e exportar os dados das ocorrências activas, de modo que um utilizador remoto se ligue via internet e possa, com o software SnpcGráfica, importar e visualizar esses dados. Uma aplicação prática deste serviço é o caso da viatura COPAV estar num local remoto, ligar-se à internet via GSM, receber as ocorrências activas e poder visualizá-las no software SnpcGráfica, actuando como se estivesse no centro de Situação, no edifício da Protecção Civil.

1.4.5 - Problemas Associados à Publicação de Dados na Internet

Desde a entrada em funcionamento da página de Ocorrências Activas, houve uma preocupação constante em tornar o sistema robusto, de modo a que a informação na internet estivesse sempre actualizada. Para tal, houve uma fase em que o software de actualização dos dados (programa Snooper) teve que ser testado em condições reais de utilização e re-programado, de modo a fazer face a alguns problemas de ordem técnica, que iam surgindo. Temos consciência de que houveram alturas em que a actualização dos dados não se processou correctamente, principalmente por culpa de dois factores: falhas de ordem técnica e falhas de ordem humana.

As falhas de ordem técnica deveram-se principalmente a problemas imprevistos, relacionados com o software ou com falhas na rede informática interna da Protecção Civil. O programa Snooper sofreu algumas alterações e neste momento está preparado para actuar e recuperar sozinho, quando ocorrem erros desta natureza.

O segundo tipo de falhas, as falhas humanas, são resultado da má utilização do programa, nomeadamente o desligar deliberado do programa, o login de utilizadores sem permissões de acesso à rede, e a utilização da base de dados central para outros fins, interferindo assim com o normal funcionamento do software. Quanto a esta ordem de falhas, não podemos evitar que elas aconteçam, visto não estarem sob nosso controlo. Podemos sim sugerir que haja uma consciencialização e educação dos utilizadores do Centro de Situação, para que erros desta natureza não se repitam.