1. Introdução

O SINAFFé um sistema de informação concebido para a gestão de ocorrências.

Este sistema foi desenvolvido a pensar na informação geográfica (informação associada a coordenadas no terreno) a qual pode chegar até ao sistema de várias fontes, como sejam, coordenadas geográficas de uma ocorrência registadas por um GPS embarcado num helicóptero, informação do nome do local (toponímica) ou coordenadas tiradas numa carta militar, ou ainda por outras fontes.

É importante reter que o funcionamento do sistema está dependente da correcta localização das ocorrências, e da quantidade de informação que se associa ás diversas ocorrências.

Dada a complexidade das situações que podem surgir no âmbito das operações Inspecção Superior de Bombeiros foi desenvolvido uma estrutura flexível de base de dados de modo a permitir que em qualquer momento exista a possibilidade de a alterar sem que isto tenha implicações no funcionamento dos diversos módulos desenvolvidos.

 

 

 

  1. Estrutura

Basicamente, o Sinaff é constituído por três componentes: uma aplicação destinada à introdução da informação; uma aplicação que faz a visualização geográfica dos dados; e por fim, uma base de dados contendo a informação gerada.

Fig. 1 - Fluxo de informação do sistema

 

Quer o módulo de introdução quer o módulo de visualização comunicam directamente com a base de dados que, no caso da implementação no CCON, se encontram no servidor.

Para que estas aplicações possam comunicar com a base de dados é necessário arrancar com o utilizador "user: cnig password: cnig%%" de modo que se possam estabelecer os profiles necessários ao seu funcionamento.

Para que estas aplicações possam comunicar com a base de dados é necessário que o servidor esteja ligado e as ligações entre os computadores estejam estabelecidas. Uma maneira simples para verificar se a conexão está estabelecida é abrir o Windows Explorer e confirmar que existe uma drive U: ligada ao servidor.

 

Fig. 2 - Mapeamento de uma drive U: ao servidor onde reside a estrutura de directórios necessário ao funcionamento do programa.

 

Para estruturar toda a informação que chega dos diversos CCOs foi necessário estabelecer uma estrutura que assenta nos seguintes conceitos:

Ocorrência: A ocorrência é o acontecimento em si e que pode ter uma classificação que para esta primeira fase se estrutura em 4 tipos fundamentais:

- Incêndio

- Acidente

- Outros Acidentes

- Emergência

Cada tipificação tem simbologia associada

A ocorrência é identificada por um número composto em que a primeira parte representa o código dado por cada CCO e a segunda parte representa um conjunto de caracterecters identificadores da área de acção do CCO.

Importante é reter que uma ocorrência não pode existir sem identificação do local onde ocorre ou decorreu, identificando-se esse local pelas coordenadas apenas de um ponto.

Situação: Não é mais que os diversos pontos de situação que vão surgindo ao longo do período em que decorre a ocorrência. Estes são sempre identificados por uma data e hora.

Notas: São informações que chegam ao Centro de Coordenação e que podem ou não ter localização. Na maioria dos casos estas notas prendem-se com informações via radio ou telefone, que devem ser guardadas de modo a poder ser feita a fita do tempo. Estas notas identificam-se por por uma data hora não sendo necessária a introdução de um código identificador. Caso estas informações sejam referentes a uma ocorrência, elas deixam de ser notas e passam a ser mais um ponto de situação.

 

O sistema funciona com dois tipos de informação:

- alfanumérica

- geográfica

 

 

A informação alfanumérica de uma ocorrência é, por exemplo, a sua identificação, o local, o tipo , meios envolvidos, etc., e destina-se a ser armazenada na base de dados para futura análise. Por outro lado, a informação geográfica serve para localizar, no terreno, a ocorrência, normalmente através de um par de coordenadas, e projectar essa informação no módulo de visualização. Torna-se importante perceber que ambos os tipos de informação são igualmente imprescindíveis para o correcto funcionamento do sistema.

 

Fig. 3 - Esquema de uma árvore de Áreas de Operação, Ocorrências e Situações