I - Apresentação
I - PLANEAMENTO FLORESTAL
Contudo, paralelamente há sinais inquietantes que levam a prever perdas significativas deste recurso natural em determinadas regiões num futuro próximo, devido às inúmeras ameaças resultantes da acção antrópica no meio, pelo que se tornou imprescindível formular medidas de planeamento, que permitam o seu melhor aproveitamento. Este objectivo poderá ser alcançado através de uma melhor organização do espaço geográfico, potenciando-o de acordo com as suas características.
A aplicação destas teorias ecológicas a um âmbito como é o do Ordenamento do Território, permite-nos aferir o seguinte:
«Zonas ecológicas -
* zona ecológica abstrata - É um tipo de ambiente que se define por um característico agrupamento de dominantes e subdominantes de «silva climática». Não é convencional ou arbitrária, mas sim uma unidade natural, revelada segundo indicações da natureza e duas linhas de evidência (climática pura e fitoclimática). Tem como submúltiplo a:
- Estação - Unidade ecológica aproximadamente homogénea com expressão fitosociológica, pedológica, microclimática e agrotípica e que corresponde territorialmente à
- Parcela - que designa a espécie corográfica menor (micro-espaços, coras, espaços celulares);
* zona ecológica concreta - É o integrar das parcelas ecológicas do mesmo tipo já definido. De acordo com o seu encadeamento natural, duas zonas contíguas podem ter o mesmo elenco silvoclimático, diferindo apenas na troca de lugares entre algumas das suas dominantes e subdominantes, à excepção das zonas de transição.»
A Carta Ecológica ordena, segundo um encadeamento natural, elos extremos ou polos de diferenciação ecológica, pelo que na carta surgem representadas 30 zonas fitoclimáticas e 7 edafo-climáticas, com base na existência desses 5 polos; (polos = podem definir outras tantas condições mesológicas extremas, podendo exprimir-se em termos climáticos, fitogeográficos e agrotípicos) - Esquema 3
1. Atlântico -
2. Termo-atlântico -
3. Oro-atlântico -
4. Eumediterraneo -
5. Ibérico -
(esta sequência pode vir a ser alterada por influências edáficas)
«Sub-região - é uma unidade corográfica de 2ª ordem, individualizada. Resulta da justaposição de parcelas ecológicas tendo em conjunto uma individualidade distinta, pressupondo a existência de caracteres gerais e privativos que permitam contrapô-la, em bloco, às sub-regiões confinantes.
Pode-se individualizar através de limites geológicos, pedológicos, oro-hidrográficos, tectónicos e fitoclimáticos. Este último, apresenta na região de montanha especial interesse por distinguirem níveis hipsométricos diferentes em zonas ecológicas análogas e contíguas. Pode-se, assim, aproveitar acidentes do relevo para demarcar sectores geomorfologicamente distintos. (Contrariam uma aparente homogeneidade do conjunto - Província do Minho e na Charneca do Ribatejo)»;
A) atlântico - Clima sempre pluvioso e húmido; Inverno
moderado; Estio mesotérmico. Espécie indicadora: roble (Qr
) e (outras localizações geográficas como o litoral
cantábrico);
Å ) termo-atlântico - Clima
oceânico, mais ou menos pluvioso, húmido e mesotérmico.
Espécie indicadora: samouco (Ms); (área atlântica dos
Açores)
OA) oro-atlântico - clima pluvioso; Inverno frio, estio mesotérmico.
Espécie indiacdora: bétula (B); (parte culminante dos relevos
erminianos e galaico-durienses)
M) eumediterrâneo - pluviosidade mediana; Inverno suave; estio
seco e mesotérmico. Espécies indicadoras: amendoeira (Am)
e alfarrobeira (Cs); (costa sul do Algarve)
I) ibérico - clima continental, pouco pluvioso; estio muito
quente; Inverno micro-térmico. Espécies indicadoras: carvalho
negral (Qp) e azinheira (Qi); (Meseta ibérica setentrional)
Existem dois grandes domínios:
- Atlântico (S A) }
no sentido mais lato e que integram as zonas ecológicas e suas silvas
climáticas respectivas
- Mediterrâneo (S M) }
Domínio de Transição:
MA - zona mediterrâneo-atlântica (zona atlântica
de tendências mediterrâneas)
AM - zona atlante-mediterrânea (o 2º elento marca a supremacia)
MA * AM - zona intercalar (proporção de 40/60)
A - zona atlântica genuína
A* MA - zona galaico-portuguesa (proporção 30/70), representativa
da parte NO da Península, de grande importância agrária
SM - zona submediterrânea
AM * SM - qualitativo que dá relevo às suas condições
mediterrâneas atenuadas (prop.20/80)
OA - sem características mediterrâneas, e corresponde
a um domínio erminiano, marcado na Serra da Estrela a partir de
1300 de altitude
BA - zona boreo-atlântica, para exprimir as condições
mesológicas extremas que se atingem no domínio atlântico
OA - domínio oro-atlântico - nível altimontano.
A seguir surge o nível «montano»
SA - zona subatlântica tem larga representação
e lhe equivale o domínio fitológico do carvalho negral (Qp),
marca a variação da continentalidade
A* SA - como não há representatividade do 1º elo
da cadeia (A), o nosso 1º elo da cadeia é representado por
esta série ecológica, caracterizando as vertentes cismontanas
dos relevos do Noret, desde a Peneda, o Gerês e o Barroso até
ao Caramulo e à Estrela
I * SA - marca a subcontinentalidade da Terra de Miranda, isolando
as influências mediterrâneas e atlânticas
IM - zona ibero-mediterrânea, cuja espécie típica
é a azinheira (Qi), qualificativo este, que significa mediterrânea
de tendências continentais
Zonas edafo-climáticas,
Em relação as zonas edafo-climáticas, vão ser consideradas neste estudo correlacionadas com a capacidade de uso do solo, em que através da interpretação de cartas de solo, estas são agrupadas de acordo com as suas potencialidades e limitações, ou seja, de acordo com as suas capacidades para suportarem determinadas culturas, economicamente rentáveis.
A correlação fitoclimática, ou seja a sobreposição dos dados ecológicos com os dados climáticos, basea-se em alguns pressupostos e coeficientes que passamos a descrever sumariamente mas, neste estudo serão calculados e testados através do MTCLIM (ver página).
- Para Emberger (1932) «um determinado ambiente corresponde sempre a uma vegetação biologicamente homóloga, embora diversa na composição florística». Deste modo, «definir e localizar macroclimas» implica uma individualização de grandes unidades fitogeográficas ou áreas de vegetação, que as áreas climáticas se irão sobrepor. Da sua classificação resulta uma variedade de climas mediterrâneos, ou seja, invernos pluviosos e estios secos e macrotérmico. A vegetação correlativa tem pois de suportar calor e aridez, embora a oceanicidade possa, de certa forma, atenuar.
«Dois climas podem ter a mesma resultante ecológica, embora combinando elementos meteorológicos diversos». Tal, poder-se-à traduzir num coeficiente que a exprima, em função da pluviosidade, evaporação e temperatura, que são as determinantes ecológicas fundamentais. Contudo, surgem problemas devido à não exitência prática de medir directamente a evaporação efectiva, pelo que se terá que recorrer à oscilação térmica, onde através de diagramas climáticos, a curva da evaporação potencial cresce proporcionalmente à insolação, máxima térmica e variação térmica diária.
Para a temperatura é utilizado o algoritmo de Parton & Logan (1981) que aproxima a variação da temperatura a um seno, corrigido para a altitude, orientação e inclinação do terreno e para a vegetação do local.
A humidade é calculada utilizando as equações de Murray (1967), que relacionam a humidade com a temperatura mínima, a altitude e a temperatura média.
A precipitação do local determina-se através da relação das precipitações anuais do local e da estação dominante multiplicada pela precipitação verificada na estação dominante.
Principais acertos do modelo
O modelo utilizado necessita de alguns valores próprios da região em estudo, que foram manipulados de modo a aproximar os resultados dos valores realmente observados. Neste estágio de desenvolvimento do programa, os valores são os seguintes:
C:\TESTE\> BACIAS CAPR 4
Os ficheiros necessários à execução do programa são a carta de altimetria e a carta com a rede viária do concelho. Será ainda necessário o ficheiro com a característica que se pretende associar às áreas visíveis (Risco, Classes de Risco ou Altitude).
- das características pedológicas - textura, estrutura,
capacidade de retenção de água, nutrientes, pH ...
- afolhamentos rochosos.
- do grau de erodibilidade do solo, relacionado com as caraterísticas
anteriormente mencionadas e com os declives.
Para as regiões em que existe cartas de solos, definiram-se cinco classes diferenciadas:
A aplicação de modelos espaciais neste projecto permitirá o estabelecimento de modelos zonais de utilização florestal, que pela diversidade de alternativas propostas, corresponderão a um melhor aproveitamento das potencialidades do meio, de acordo com as seus usos múltiplos, mas segundo uma perspectiva economicista.
FORMAÇÃO DO RENDIMENTO AGRÍCOLA
E = (P - C - td) Y
E = Rendimento por unidade de superfície
p = Preço, no mercado, por unidade de produção
c = Despesas por unidade de superfície
t = Custo do transporte por unidade de transporte e unidade de distância
d = Distância do mercado
Y = Produção por unidade de superfície
A cosntrução destes modelos pressupõem um conhecimento da realidade, ou seja, da aptidão do terreno condicionada pela altimetria e pelos declives, que determinam o nível ou estratos de ocupação do coberto vegetal, que posteriormente intervêm ao nível da produção e do povoamento florestal.
O esquema referente a este modelo está vocacionado para as «situações
de zonas de montana e sub-montanas subatlânticas, ou para zonas onde
existam acidentes de relevo mais ou menos marcantes e que vão actuar
no domínio da produção florestal».
Deste modo, o planeamento florestal em termos de arborização vai interferir ao nível dos grandes domínios de ocupação do solo e na sua respectiva transformação, ou seja, no domínio agrícola, nas pastagens e até mesmo no florestal, embora se favoreça a diversificação em termos de utilização do ecossistema. Pode-se então, elaborar planos de arborização, onde se procede à planificação dos locais com características ideiais para a implantação florestal e qual o sistema de produção a aplicar, de acordo com as características ecologico-culturais das espécies.
Os critérios utilizados, descritos no quadro 1, permitem fazer uma avaliação e selecção das características descritas nas quadrículas e que podem intervir ao da definição das manchas homogéneas, já que são apontados aqueles que se apresentam como factores limitantes.
| CARACTERÍSTICAS
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OBJECTIVOS | CRITÉRIO
UTILIZADO: CLASSES ADOPTADAS PARA A SUA AVALIAÇÃO
|
| EXPOSIÇÃO | Escolha das espécies (espessura e humidade no solo) | Exposição correspondente ao declive avaliado: N, E, NE/NO, SE/S, O, SO. |
| HIDROLOGIA | Escolha das espécies (espessura e humidade no solo) | Tipo de curso de água na quadrícula, na comparação dos cursos de água das cartas de escala 1:100 000 - 1: 25 000; barragem/cursos de água permamentes/curso de água não permamentes/sem água. |
| ALTITUDE | Escolha das espécies | Altitude, em metros, do ponto central da quadrícula; <200m/200-400/400-700/>700. |
| DECLIVE | Técnicas de preparação do terreno | Maior declive presente na quadrícula: <25%/25-40%/>40% |
| PRECIPITAÇÃO | Escolha de espécies | Precipitação média anual do ponto central da quadrícula em função da altitude e da Longitude correspondentes, em milímetros;<600 mm_/600-800/800-1000/>1000. |
| PRESSÃO ANIMAL | Factor eventualmente limitante da produção florestal | Pressão animal igual (nº de ovinos + nº caprinos): área de incultos:< 2.0/2.1-4.0/>4.0 |
| CAÇA | Factor eventualmente limitante da produção florestal | Limitante quando a quadrícula apresentasse mais do que 25% da sua área numa Reserva de Caça, Cartografia das reservas na mesma escala das Cartas Militares, 1:25 000. |
| ÁREAS INCULTAS | Factor eventualmente limitante da produção florestal | Percentagem de área inculta na quadrícula: método da rede de pontos de 16 * 16 pontos nas cartas de utilização florestal actual da Direcção Geral das Florestas: <25%/25-50/50-75/>75%. |
III - INDEMNIZAÇÕES POR PASSAGEM DE LINHAS ELÉTRICAS
A) abate prematuro do arvoredo na faixa de protecção
à linha ;
B) Perda de rendimento devido a suspensão dessa
cultura na faixa de protecção ;
C) Prejuízo indirecto resultante , para a unidade
florestal, de uma tal ocorrência .
A indemnização total deverá consistir na soma das indemnizações parciais, consideradas justas, por forma a que o proprietário fique tanto possível em situação idêntica aquela que usufruiria caso não procedesse á implantação da linha.
O caso dos povoamentos regulares :
Considera-se um povoamento regular com a idade de m anos conduzido para um corte de realização raso , afectuar aos n anos (n>m). Suponhamos que se implanta uma linha eléctrica que obriga a abater prematuramente o arvoredo existente na respectiva faixa de protecção exactamente na idade de m anos.
A) Indemnização por abate prematuro
Há que indemnizar o proprietário por motivo
desse corte prematuro à maneira de paga dos sacrifícios havidos
desde o inicio da revolução , em capital empatados e em tempo
, na esperança de determinar rendimentos inerentes ao cumprimento
de um certo programa de cultura e exploração .
Assim , neste ponto de vista , a avaliação
é realizada pelo «valor de expectativa»
do povoamento na idade m , isto é , daquele valor que acumulado
- à taxa adequada -para o fim da revolução seguida
(n ano) iguala a diferença entre as diversas receitas e os
vários encargos correspondentes ao período n-m , reportados
para o termo daquela revolução (ano n).
VE= P +
Da
. 1,0pn-a +
Rb
. 1,0pn-b -
ei
. 1,0pn-i - S ( 1,0pn-m -1) / 1,0pn-m (
1 )
onde
P = receitas provenientes do corte de realização
final. S = valor do solo
Da = valor do desbaste realizado no ano a
. p = taxa de juro
Rb = valor do desbaste realizado no ano b.
ei = encargo correspondente ao ano i
A esta fórmula ( 1 ) tem que se subtrair o valor
do material em pé ( V.M.P.):
Indemnização por abate prematuro = VE - VMP
B) Indemnização por perda de rendimento
É a indemnização que o proprietário
tem direito por perda de rendimento em consequência da suspensão
da cultura florestal.
Se representarmos por C o custo global de sementeira
ou da plantação por unidades de área, suposta a instalação
garantida ao fim do primeiro ano , e por Sp o valor potencial do solo relativo
ao proprietário da cultura e de exploração preconizado,
está-se em condições de deduzir o valor apartir da
fórmula :
Sp = P +
Da . 1,0pn-a +
Rb . 1,0pn-b -
ei
.1,0pn-i - C .1,0pn / 1,0pn -1 ( 2 )
* Considerando-se o 1º desbaste assente no ano a1 e a 1ª receita R auferida no ano b1.
Calculando -se antecipadamente o valor de todas as receitas
e encargos, na hipotese de um programa / projecto que se repete periodicamente
ao longo do tempo e feitos os balanços em termos das revoluções.
É exactamente , a suspenção de um
tal programa que justifica a 2ª parcela da indemnização
total, enquanto durar a interdição .
A anuidade da indemnização correspondente
é dada por
V = Sp . 0,0p ( 3 )
Exemplo númerico :
Pinhal Bravo puro e regular , com a idade de 40 anos ,
sujeito a um programa que visando a produção lenhosa, com
um complemento de resinagem à morte no arvoredo que sai em corte
final, marca o corte raso os 60 anos.
No quadro 1 é-nos dada a tabela de produção
que faculta para diverss idades os volumes médios / ha, com casca
e em metros cúbicos, do povoamento principale dos desbastes , bem
como os volumes totais.Mas torna-se, então necessário a passagem
de volumes para valores para podermos aplicar as fórmulas atrás
deduzidas e, de uma maneira geral, sempre que se ponham questões
de avaliação.
Para tal é necessário conhecer a decomposição
percentual, por categorias, do volume total, dado que o preço unitário
por que é pago o lenho varia consoante os futuros aproveitamentos
que faculta. O quadro 2 é um exemplo de decomposição
percentual.
Aplicando a decomposição constante do quadro
2 aos volumes do povoamento principal fornecidos pela tabela de produção
( quadro 1 ) resultam os volumes, por categorias constantes no quadro 3.
A conversão dos volumes em valores faz-se como
é obvi, operando sobre os volumes do quadro 3os preços unitários
seguintes, referidos ao metro cúbico: rama 33 esc.; lenha 100 esc.;
madeira 400 esc. Os resultados obtidos encontram-se no quadro 4.
Uma vez calculados os preços unitários
gerais ( valor / volume ) relativos ao povoamento principal ( quadro 5,
col.2 ), valorizar-se o volume de um certo desbaste mediante a aplicação
de uma fracção do preço unitário deduzido para
o povoamento principal da mesma idade: considera-se no presente caso 3/4
desse preço. Exemplo: os 34 m3 saídos em desbaste
aos 25 anos foram valorizados a 53,6 esc.:3/4 de ( 60 + 83 ) : 2. Sendo
o seu valor total de 1822 esc.
Considerando-se seguidamente a produção
de gema resultante, como se disse, da resinagem à morte do povoamento
principal.E partindo-se de uma existência de 300 árvores /
ha no termo da explorabilidade ( 60 anos ), da montagem média de
4 bicas/árvore e de uma valorização da gema na árvore
de 5 esc./ferida, resulta um rendimento de 6000 esc./ano para os últimos
4 anos de vida do povoamento por motivo de resinagem ( não se considerou
as árvores com diâmetros superiores a 20 cm saídas
em desbastes ).
Importa agora analisar a questão dos encargos,
por forma a reunir todos os dados que intervêm nas fórmulas,
a partir das quais se obtêm para os povoamentos regulares os elementos
necessários ao cálculo das indemnizações motivadas
por abate prematuro e por perda de rendimento.
Neste exemplo consideram-se os seguintes encargos ( esc.
), referidos ao hectare:
a) Encargos de instalação ( por sementeira
)............. c1 = 1000
b) Encargo referente à primeira limpeza,
realizada no 5º ano............................................... c2 = 200
c) Encargos anuais constante, com contribuição predial e camarária ( 30$00 ), Casa do Povo e Grémio da Lavoura (4$00), Guarda (20$00) e admistração ( 5% dos encargos anteriores ).......................e» 60
Utiliza-se, neste exemplo, a taxa de juro de 4%. De acordo com a fórmula ( 1 ), a valorização que vem para o solo por motivo da concretização do programa de cultura e de exploração em curso é avaliada em:
A.Receitas (esc.)
a) Corte Final (P)......................................................73
603
b) Desbastes ( Da . 1,0pn-a )
643 . 1.0445 = 3 756
1822 . 1,0435 = 7 190
3371 . 1,0425 = 8 986
5331 . 1,0415 = 9 600
7458 . 1,045 = 9 073
¾ ¾
¾ ¾
38 605
c) Resinagem à morte
6000. 1,0460-56 - 1/ 0,04 = 25 479 137 687
¾ ¾
¾ ¾
B.Encargos (esc.)
a) De instalação ( c1. 1,0pn
)....................................10 250
b) Com limpeza no ano 5 ( c2 . 1,0pn-i
).................... 1 729
c) Anuais constantes ( e. 1,0pn - 1/0,0p ).................14
279 26 528
¾ ¾
¾ ¾
¾ ¾
¾
Balanço (B) das receitas e dos encargos referido
ao termo da revolução........................................
= 111 159
Donde
Sp = (B) / 1,0460 - 1 = 11 677 esc.
A este valor potencial de solo corresponde a 4% uma anuidade
de 467 esc. (fórmula 3 ) - Indemnização por perda
temporária de rendimento.
A avaliação do valor de expectativa líquido
do povoamento apanhado no ano 40 do respectivo volver, quando o plano em
curso previa a respectiva condução até ao ano 60,
resulta da aplicação da fórmula ( 1 ) tendo em conta
os valores calculados anteriormente:
A. Receitas (esc.)
a) Corte Final..........................................................73
603
b) Desbastes
dos 45 anos ¾ 5 331
. 1,0415 = 9 600
dos 55 anos ¾ 7 458
. 1,045 = 9 073 18 673
¾ ¾
¾ ¾
c) Resinagem à morte.............................................25
479 117 755
¾ ¾
¾ ¾
B. Encargos (esc.)
a) Anuais constantes ................................................1
787
b) Juro devido à ocupação do solo..........................13
908 15 695
¾ ¾
¾ ¾
¾ ¾
¾
Diferença (C) = 102 060
Donde
V.E. = (C) / 1,0420 = 46 580
Tendo em atenção a fórmula ( 2 ), o valor da expectativa líquido deverá, para efeitos de cálculo da indemnização motivada por abate prematuro, ser subtraído do valor do povoamento em pé no momento presente sendo este obtido através do quadro 4 ( 21 651 esc. ) A parcela de indemnização total fica estimada em 24 929 esc.( 46 589 - 21651 ).
Resumindo as avaliacões feitas ao longo deste exemplo
:
a) Indemnização por abate prematuro,
pagar de uma só vez...................................24
929 esc.
b) Indemnização por perda de rendimento,
a pagar anualmente......................................
467 esc.
IV- PLANEAMENTO FLORESTAL - APLICAÇÃO PRÁTICA
ANEXO
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O 1º cálculo efectuado para a determinação
dos prejuízos ocorridos em qualquer povoamento , refere-se ao capital
investido , nomeadamente o capital solo cujo o valor monetário
depende da respectiva capacidade de uso , do valor comercial das espécies
que suporta e do tipo de técnicas de exploração.
O valor monetário de um ha de solo florestal (
S ) é definido como aquele que renderia durante uma revolução
(N anos ) com juro por ha igual à diferença entre as receitas
realizadas ( R ) e as despesas efectuadas ( D ) até ao termo da
explorabilidade , isto é ,
S ( 1+ t )N - S = R - D ou S = R - D / ( 1+ t )N - 1 ( 1 )
As receitas reportadas ao termo de exploraridade
, calculam-se por :
R = P +
(
dn + an ) . ( 1+ t ) N-n ( 2 )
onde
P = valor comercial do produto principal no termo da
explorabilidade, por ha de mata;
dn = valor comercial do desbaste efectuado
no ano n;
an = valor comercial de produtos acessórios
vendidos no ano n;
t = taxa de juro adoptada:
As despesas , reportada ao termo da explorabilidade ,
calculam-se por :
D = C0 . ( 1+ t ) N +
en
( 1+t )N-n ( 3 )
onde
C0 = custo de instalação de 1
ha do povoamento que ardeu.
en = encargos com a conservação
e a exploração, por ha, durante o ano n.
No caso de ser en constante ( en = e ), o somatório
que figura na formula ( 3 ) converte-se em
e. (1+t )N -1/t
Ponto Importante :
A taxa de juro - esta taxa que intervém
no calculo do capital solo deve ser a taxa técnica de crescimento
de espécie florestal cultivada , que se pode obter a partir de tabelas
ou curvas de produção.Sendo estas elaboradas com base no
pressuposto de que os povoamentos são instalados de acordo com as
técnicas mais adequadas à espécie e à estação,
e que a sua gestão se faz de acordo com as práticas e os
calendários mais aconselháveis.
1 ) Incêndios em povoamentos sem valor comercial
Nos povoamentos jovens ( d.a.p.<10 ) considera-se total a perda do material lenhoso existente na área ardida , não se prevendo salvados , admitindo-se as seguintes perdas de capital :
1. Remuneração do capital solo durante o
período entre a instalação do povoamento e o incêndio
;
2. Despesas efectuadas com a instalação
do povoamento e respectiva remuneraçãoaté à
data de incêndio ;
3. Encargo com a conservação e exploração
do povoamento e respectiva remuneração.
A formula utilizada é :
Pc = K. A. [ ( S+ I ). ( 1+t
)i - S +
en
. (1+t )i -n] ( 4 )
onde
Pc = perda de capital
K = coeficiente de coberto , razão entre a densidade
do povoamento atingido e a densidade considerada normal para a espécie
, idade e estação daquele povoamento;
A = área do povoamento afectada pelo incêndio
(ha).
I = custo actual de instalação de 1ha do
mesmo tipo de povoamento ;
t = taxa de juro anual equivalente à taxa anual
de crescimento da espécie florestal instalada;
s = valor de 1 ha de capital solo para uso florestal;
i = idade média do povoamento ( anos ) na altura
do incêndio ;
en = encargos com a conservação
e a exploração de 1 ha de povoamento no ano n;
N = revolução normal para o tipo de povoamento
instalado (anos ).
No caso de os acréscimos de material lenhoso no período entre instalação do povoamento e o incêndio terem sido destruídos complemente , adiando portanto , o termo de exploração em i anos . Há então um prejuízo por atraso de mais valia ( Pv ), a este atraso corresponde um juro do capital lenhoso acumulado, dado por
K . A . Pn . Vn [ ( 1+t )i - 1] ( 5 )
onde
Pn = preço do m3 de madeira
no termo da explorabilidade;
Vn = volume de madeira por ha durante uma
revolução.
Convertendo este juro em capital recuperável
no termo da explorabilidade ( N anos ) , obtem-se
Pv = K. A . Pn .Vn.(1+t)i-1
/ (1+t )N ( 6 )
* O Instituto Florestal avalia os prejuízos pelas perdas de capital ( Pc ), obtidas através da formula ( 4 ).
Exemplo Numérico:
" Suponhamos que um incêndio devastou A= 5 ha de pinhal bravo proveniente de regeneração natural , com idade i =12 e com o coeficiente de cobertura de K = 0,8. Os encargos anuais por ha com a conservação foram e = 250$00. A produção de madeira por ha prevista para o fim da revolução ( N = 50 anos ) era de Vn = 200 m3 , que se esperava vender ao preço de PN = 2500$00/m3. Supõe-se que não houve antes do incêndio nenhum aproveitamento do povoamento , e que o custo actual de instalação de um novo povoamento , por sementeira , é de I = 5000$00/ha ."
Calculamos :
1º O valor do ha de capital solo ( S ) através
das formulas ( 2 ) e ( 3 ):
R = P = 200* 2500$00 = 500 000$00
D = 250* 1,0550 -1 / 0,04 = 38 167$00
S = 500 000$00 - 38 167$00/ 1,0450 -
1 = 75 627$00
2º As perdas de capital ( Pc ) através
da formula ( 4 ):
Pc = 0,8 * 5 * [( 75 627 + 5000 )* 1,0412
- 75 627 + 250* 1,0412 - 1 / 0,04] = 228
863$50
3º Os prejuízos por atraso de mais valia
( Pv ) através da formula ( 5 ):
Pv = 0,8 * 5 * 2500 * 200 * 1,0412
- 1 / 1,0450 = 169 146$00
2 ) Incêndio em povoamento com valor comercial
Os incêndios em matas com idade próxima do termo de explorabilidade provocam danos nos troncos , que podem reduzir substancialmente o valor comercial da madeira.
A depreciação comercial da madeira
( Dm ) é dada por
Dm = pi .vi -
p´i . v´i ( 7 )
onde
pi = preço do m3 da
madeira em pé com casca , não danificada e com as características
médias do povoamento incendiado;
vi = volume de madeira dos fustes danificados
pelo fogo ( m3 );
p´i = preço comercial do m3
da madeira danificada pelo fogo ( no máximo igual a pi
);
v´i = volume aproveitável de
madeira que se pode extrair dos fustes danificados pelo fogo ( m3
), que nomáximo será igual a vi.
Os prejuízos derivados do facto de se ter que antecipar o corte , por motivo de incêndio , isto é , o prejuízo proveniente da perda de volume de madeira cortada ( Pm ) ou perda de corte de madeira é dada por
Pm = K. A. Pn .Vn. (1+t )N -i - 1/(1+t )N - i
tendo as variáveis o mesmo significado que nas formulas anteriores.
Os prejuízos obtêm-se adicionando Dm + Pm .
* Método de calculo de prejuízo do Instituto Florestal
1º Calcula-se o valor de expectativa
( VE ) do povoamento no momento do incêndio :
VE = K. R1 - D1 / (1+t )N -i ( 10 )
em que R1 e D1 são as receitas e despesas
previstas para o período entre o incêndio e o termo de explorabilidade.
R1 = P +
(
dn + an ) . ( 1+t )N -n ( 11 )
D1 = S. [ ( 1+t )N-i
-1 ] +
en
(1+t )N - n ( 12 )
2º O prejuízo é calculado através
da seguinte formula :
( VE - Salvados ) * A
Exemplo Numérico ( fornecido pelo Instituto Florestal) :
A) Incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês em 17/8/76:
| B)
Quadro dos Aproveitamentos previstos
para uma revolução |
||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
1
|
2
|
3
|
4
|
5 = 3 * 4 |
6
|
7 = 5 * 6 |
| 1º |
15
|
15
|
66,00 Esc
|
990,00 Esc
|
2,6658
|
2.639,00 Esc
|
| 2º |
20
|
18
|
90,00 Esc
|
1.620,00 Esc
|
2,1911
|
3.550,00 Esc
|
| 3º |
25
|
20
|
120,00 Esc
|
2.400,00 Esc
|
1,8009
|
4.322,00 Esc
|
| 4º |
30
|
25
|
220,00 Esc
|
5.500,00 Esc
|
14.802
|
8.141,00 Esc
|
| Total |
18.652,00 Esc
|
|||||
C.1) Receitas
(
dn ) * (1+t )N- n = 18 652$00
P = 100 * 350$00 = 35 000$00
—————
53 652$00
C.2) Despesas
Co * (1+t )N = 3 500$00 * 1,0440
= 16 804$00
e . (1+t )N - 1 / t = 100 * 95,0255 =
9 503$00
26 307$00
C.3) Capital Solo
S = R - D / ( 1+ t )N - 1 = 7 194$00
D) Depreciação comercial da madeira
pi .vi = 55,5 * 120$00 =
6 600$00
p´i . v´i ( salvados
) = 5 175$00
Dm = pi .vi - p´i
. v´i = 1 485$00
E) Perda do corte de madeira
Pm = K. A. Pn .Vn. (1+t
)N -i - 1/(1+t )N - i
= 0,6 * 1 * 350$00 *100 * 1,0415 - 1 / 0,0415
= 9 339$00
F) Total dos Prejuízos
Dm + Pm = 10 824$00
Método de calculo de prejuízo do
Instituto Florestal
1º Valor de Expectativa ( VE )
# Despesas
S. [ ( 1+t )N-i
-1 ] = 7 194$00 * 0,8009 = 5 762$00
e . (1+t )N - 1 / t = 100 * 20,0236
= 2 002$00
D1 = S. [ ( 1+t )N-i
-1 ] +
en
(1+t )N - n = 7 764$00
# Receitas
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(
dn) . ( 1+t )N -n = 4 322$00 + 8 411$00 = 12 463$00
P = 100 * 350$00 = 35 000$00
R1 = P +
(
dn + an ) . ( 1+t )N -n = 47 463$00
# Receitas corrigidas
R1 * K = 47 463$00 * 0,6 = 28 478$00
# Valor de Expectativa
VE = K. R1 - D1 / (1+t )N -i
= 28 478$00 - 7 764$00 / 1,8009 = 11 502$00
# Total de Prejuízos
( VE - Salvados ) * A = ( 11 502$00 - 5 175$00 ) * 1
= 6 327$00